As asas da compaixão…

Estendeste-me as asas da compaixão,

Que para mim foram o caminho da ilusão

Colei-me às tuas penas brancas e suaves

Segui-te como fazem todas as aves…

Amei-te, idolatrei-te, sempre em vão

Pois nunca me entregaste o teu coração!

Partilhei contigo o meu âmago, as chaves,

Foste na minha estrutura, as entraves!

Ficou a minha alma pesarosa de plantão

Sempre na esperança de segurar tua mão

Vivo sonhando nas tuas penas brancas e suaves,

Amando-te, como fazem todas as aves!

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